segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ela quer fugir.

   Sentada a beira da cama, observa o fim de tarde, com os raios de sol passando por sua janela. Chora, incansavelmente chora, com medo de bater o sentimento de arrependimento.
   Sabe de tudo que irá enfrentar se levar este plano adiante, sabe de tudo o que perderá, sabe de tudo.
   As lágrimas caem, e ela com a mão fria e úmida sobre seus lábios, chora com espanto.
   Agora não mais, ja chegou até ali, não ia deixar seu orgulho morrer, e voltar, voltar e continuar naquele lugar.
   Sempre teve tudo o que desejou, mas sempre achava que faltava algo, precisava se sentir assim pra alimentar sua solidão. Procurava motivos pra ficar triste, queria fugir. Agora ninguém mais a impediria, mas o friozinho na barriga foi aumentando, a coragem diminuindo, e o sentimento de indiferença em relação a todos que iria deixar foi se transformando. Agora pensava neles, como se sentiriam, sentiriam sua falta? talvez um dos motivos dela fazer tal loucura, fosse esse. A vontade indomável de ter atenção, ser mimada e cuidada ao extremo. Queria que todos sentissem sua falta, mas ao mesmo tempo não queria que ninguém ficasse magoado com a sua atitude. Ela esperava que todos fossem a sua procura, pra ao menos se sentir querida, percebida.
   Se levanta da cama, pega a pequena mochila com seu tesouro, e sai. Abre sua janela, vê o lindo pôr-do-sol e se afoga nele. Agora as lágrimas caem com mais intensidade, será necessário tanta insanidade?
   Ela sai como uma  ladra, aquele medo de ser pega, uma dor insúportavel no peito, com o mundo dizendo pra ela voltar... Mas seu orgulho é maior, não a permite voltar, não permite tanta humilhação. Ela vai. Olha para trás com dificuldade, a dor agora a toma pelo corpo inteiro, fica dificil se movimentar. Sabe que o mundo será bem pior do que onde vivia, mas ela prefere estar com a tão sonhada liberdade.
    Viver como uma desconhecida, viver invisivelmente, apenas viver. Sozinha, sem ninguém, apenas viver.
   Caminha pela rua, e naquele momento ja se esquece de tudo o que viveu, a euforia da tal liberdade a corrói, a independencia que ela sente naquele momento, a faz continuar o caminho, como uma manivela, que não a deixa parar.
Juliana Craveiro.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Me faz tão bem.

Me faz tão bem ouvir suas vozes.
Fico anestesiada, somente com a presença de vocês.
Saber que estão perto, saber que são reais, saber que encontrar vocês não é impossivel, ja me deixa feliz.
Ninguém é capaz de intender o amor de um fã... A maioria acha banal, sem nexo, pois é, nexozero.
O amor que vocês construiram em mim, vai se fortalecendo a cada dia, a cada musica que ouço, cada show que vou, cada clipe que assisto, tudo isso me remete a algo bom, algo que realmente me faz bem.
Agradeço simplismente por vocês existirem, simplismente por cusar admiração em mim, simplismente por me abrir um sorriso no rosto, deixar cair uma lágrima de felicidade, por tudo.
Suas músicas se encaixam direitinho na minha vida real, como se a conhecesse.
Dificil por um ponto final nesse texto, lembro das poucas loucuras que fiz, dos gritos que dei, das vozes que perdi, e depois de pensar em tudo isso, me vem a mente um simples,
'' tudo isso valeu a pena''
porque foi por VOCÊS.

'' Me sinto só, mas sei que não estou,
pois levo vocês no pensamento,
meu medo se vai,
recupero a fé
e sinto que algum dia ainda vou te ver''

Juliana Craveiro.

domingo, 5 de junho de 2011

Dificil escrever quando não há inspiração.

Dificil escrever quando não há nada pra se inspirar,
Dificil se expressar, quando você está vaiza por dentro.

Dificil saber por onde começar, sabendo que a sua inspiração, acabou.
Quando éramos crianças, tudo a nossa volta ja era motivo de festa, tudo ja era motivo de alegria. Riamos das quedas, e as quedas não machucavam tanto.Descobriamos coisas novas, era como um tesouro, e não simplismente uma novidade.
 Èramos incansáveis, não sabíamos a hora de parar. Tudo o que desejávamos era tão inoscente como nossa mente.
Não sabíamos nada do mundo, mas queríamos abraçá-lo com todas as forças e alegrias.
Nossas risadas inoscentes contagiavam, mesmo que não houvessem todos os dentes, rs.
Nossas pernas gordinhas e bochechas rosadas eram motivos de encantamento.
Cada dia era uma nova diversão, e nossas ''artes'' não tinham como consequência, nenhuma gravidez precosse.
Os anos começaram a se passar, e a inoscência também. Descobrimos coisas novas, diferentes das do passado.
Tudo foi ficando mais dificil, e o pai não era mais o herói de antes. Descobrimos que um dia se tornaríamos iguais a ele, que também seríamos ´''heróis'' de alguém no futuro.
Descobrimos que nossos pais tem defeitos, e que também temos voz na sociedade.
Agora as coisas que nos fazia rir não tem mais graça, tudo novo é bem mais divertido.
 Descobrimos que podemos agir sozinhos, mas que ao mesmo tempo não teremos alguém pra nos ajudar em tudo.
As roupas largas e de florzinha, não são legais como eram.
Tudo mudou, com o tempo, com os anos. Enfim,
hoje, ter inspiração, é muito mais difícil do que antes, quando heróis e a inoscência existiam pra nós.

Juliana Craveiro