sábado, 27 de julho de 2013

Boa noite, é 01:50 da manhã. As férias estão se esgotando. Após o domingo, volta tudo ao normal.
È hora de abrir mão de algumas coisas, esquecer de alguns prazeres e se dedicar ao futuro. È hora de estudar a semana inteira, e dedicar meus finais de semana ao estudo também. È hora de decorar fórmulas, interpretar textos, ler vários livros, resolver exercícios, praticar.
Hora de ir pra escola de manhã, ir pro curso pré vestibular a tarde, academia á noite, e revisar a matéria quando chegar. È hora de esquecer algumas festas, estipular metas. È se dedicar ao máximo pra ser reconhecido, ser aprovado, entrar no sistema, ou faculdade, chame como quiser. Hora de sentir dores no estômago, se decepcionar consigo mesma e no outro dia se levantar. Sentir tanta pressão nas provas, ser avaliado, ser testado. È hora de ser o melhor, se destacar, adquirir mais e mais conhecimento. È dormir cinco horas por noite, ser incansável. È ser tudo isso, com sorriso na cara, com ânimo pra rir das piadas, pegar metrô lotado, reclamar o tempo inteiro, conversar com os amigos, falar besteira, fazer besteira. È chegar na escola segunda feira e lembrar que não fez a pesquisa. È estar totalmente preparado para o que esta por vir.
Eu estou preparada ? Não, claro que não. Mas é o que quero, é o que devo fazer. Vai, e se der medo, vai com medo mesmo. Boa sorte a todos os vestibulandos que assim como eu, esperam apenas um '' Aprovado'' na primeira chamada da lista. Boa sorte a todos nós, um futuro brilhante nos espera.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Reencontrei esta velha página toda empoeirada e com textos antigos, rs. Lendo tudo agora, apenas acho engraçado o que no passado foi motivo de sofrimento pra mim. Alguns textos ainda valem, ainda tenho o mesmo sofrimento, a mesma dor, a mesma saudade. Mas outros, me fazem rir. Percebo com isso que mudei, e, se mudei, já é algo bom. Acompanhei o tempo, evoluí, não fiquei pra trás. 
Hoje, terça - feira, 23 de julho de 2013, faz muito frio em São Paulo. Sensação térmica de 0° C, bom pra ficar em casa, desistir de ir na academia, jantar, e ficar debaixo das cobertas vendo um filme. Assim eu estou, assim eu termino. Boa noite. 


quinta-feira, 14 de julho de 2011

12 de julho de 2011.

O dia mais triste da minha vida... A dor foi imensa, insuportável.
Fui dormir na casa de um primo. Tomei um banho, me troquei, e fui me deitar.
Antes de dormir, curvei minha cabeça, entrelacei meus dedos, uns com os outros, e orei. Orei pra que tudo desse certo, que a senhora tinha muito o que viver, e muitas coisas pra ver, muitas alegrias pra presenciar ainda. Adormeci rápido, quando acordei, o dia ja estava claro, por volta das oito horas. Estava meio sonolenta, e ouvi o barulho da porta do quarto se abrindo, e logo vi minha tia entrando.
Ela sentou na cama, e com um olhar triste pra mim, me disse as seguintes palavras :
Eu tenho uma noticia ruim pra te dar... Aquela voz tão serena, soou como uma barulho perturbador. Quando ela me disse, fiquei sem reação, sem movimentos. Após um momento, eu disse : não acredito. E era a pura verdade. Tentava em minha mente achar uma solução, aquilo era demais para mim, não era possivel, não, com certeza não era. O espanto me fez ficar um momento imóvel, em transe, sem saber o que fazer.
Depois do que minha tia disse, daquela palavra, eu não prestei mais atenção em nada do que ouvia, tudo soava como um barulho comum, uma lingua estranha. Depois de um certo tempo, eu não mais deixava de acreditar, e sim me perguntava, como isso foi acontecer? Como deixei isso acontecer?
Tudo passou na minha cabeça como um filme... Tudo o que vivemos juntas, todas as lutas que enfrentou, todas as vitórias que conquistou com sua força, com sua garra, todas as conquitas que vivenciamos. Todos os momentos felizes que presenciamos.
Todas as vezes que nos fez rir com suas palhaçadas e suas palavras erradas, com seu jeito mandão, mas que sempre estava pronta pra nos ajudar, aconselhar, cuidar, proteger, amar.
Eu questionava a Deus o porque de tudo isso, como o senhor foi deixar tudo isso acontecer...
Mas depois me conformei, entendi, que a sua missão aqui na terra estava completa. Deus quer ao lado dele pessoas boas, então as leva, e os humanos que permanecem aqui na Terra, ainda tem muito o que aprender.
Obrigada por tudo minha vó, meu anjinho, minha segunda mãe, obrigada pelos conselhos, pelas broncas, pelos bens materiais, pelo amor, obrigada por ser a pessoa que é e sempre será. 
Guie meus passos, não me deixe ir pelo caminho errado da vida, pra que eu possa fazer jus a tudo o que a senhora fez um dia por mim. Eu te dedico todas as minhas conquistas daqui pra frente, todo o meu sucesso concedido... Pois a senhora não está aqui em sua forma fisica pra ver, mas com certeza esta vendo tudo daí de cima.
Me dói saber dos abraços que deixei de dar, das palavras que deixei de dizer, me dói saber que deixei você partir sem dizer o quanto eu a amo.
Eu te amo para sempre minha vó querida, vou correr por você até depois do fim.
'' Me sinto só,
mas sei que não estou,
 pois levo você, no pensamento,
meu medo se vai,
recupero a fé,
e sinto que algum dia, eu ainda vou te ver''

Juliana Craveiro.

domingo, 3 de julho de 2011

Sentimento.

   Desculpa, eu não consegui segurar, foi mais forte.
Sinto muito por isso, ja vinha escondendo há muito. Não deu mais, mesmo. Eu tentei de muitas formas mas foi insuficiente.
   As lágrimas, tão doídas lágrimas. Fraquejei por um momento, precisava desse momento. Precisava muito. Confesso, foi bom; me senti alivivada, me recompus.
   Agora ja me recuperei. Reconstruí minha máscara, mas há falhas; muitas falhas. Cada vez mais sensível; fica difícil pra convencer aos outros de que estou bem, e mais difícil ainda esconder de mim o que ainda dói.
   Fase. È só mais uma delas, sei disso, mas não achei que duraria tanto... Não fazia ideia de que doeria tanto. È saudade, culpa, dor, mágoa, orgulho, vergonha, mas, principalmente, muito mais orgulho. De ambas as partes.
   Tocam músicas no rádio, ouço comentários e me perco nas lembranças, vontades de estar com você, sonhos difíceis de realizar.
   Eu ainda gostaria de encontrá-lo enquanto está com ela; abraçá-lo ou talvez não. Acenar de longe? Quem sabe... Não seria fácil, sei disso, mas mesmo assim, seria bom. Em termos, é claro.
   Exigiria muito auto-controle da minha parte, não sei se seria forte suficiente mas preciso tentar, melhor, eu quero tentar. Vê-lo e me controlar, falar contigo sem chorar, abraçá-lo sem beijar, UAL! Não seria nada fácil, maaaaaaas... Sou estúpida ao ponto de continuar querendo tentar.
   Vou deixar isso pra lá, sei que não vai rolar. Por isso, vou me recompor e fingir que nada acontece. E, de certa forma, nem é tanta mentira.
By : Erika (Kinha)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ela quer fugir.

   Sentada a beira da cama, observa o fim de tarde, com os raios de sol passando por sua janela. Chora, incansavelmente chora, com medo de bater o sentimento de arrependimento.
   Sabe de tudo que irá enfrentar se levar este plano adiante, sabe de tudo o que perderá, sabe de tudo.
   As lágrimas caem, e ela com a mão fria e úmida sobre seus lábios, chora com espanto.
   Agora não mais, ja chegou até ali, não ia deixar seu orgulho morrer, e voltar, voltar e continuar naquele lugar.
   Sempre teve tudo o que desejou, mas sempre achava que faltava algo, precisava se sentir assim pra alimentar sua solidão. Procurava motivos pra ficar triste, queria fugir. Agora ninguém mais a impediria, mas o friozinho na barriga foi aumentando, a coragem diminuindo, e o sentimento de indiferença em relação a todos que iria deixar foi se transformando. Agora pensava neles, como se sentiriam, sentiriam sua falta? talvez um dos motivos dela fazer tal loucura, fosse esse. A vontade indomável de ter atenção, ser mimada e cuidada ao extremo. Queria que todos sentissem sua falta, mas ao mesmo tempo não queria que ninguém ficasse magoado com a sua atitude. Ela esperava que todos fossem a sua procura, pra ao menos se sentir querida, percebida.
   Se levanta da cama, pega a pequena mochila com seu tesouro, e sai. Abre sua janela, vê o lindo pôr-do-sol e se afoga nele. Agora as lágrimas caem com mais intensidade, será necessário tanta insanidade?
   Ela sai como uma  ladra, aquele medo de ser pega, uma dor insúportavel no peito, com o mundo dizendo pra ela voltar... Mas seu orgulho é maior, não a permite voltar, não permite tanta humilhação. Ela vai. Olha para trás com dificuldade, a dor agora a toma pelo corpo inteiro, fica dificil se movimentar. Sabe que o mundo será bem pior do que onde vivia, mas ela prefere estar com a tão sonhada liberdade.
    Viver como uma desconhecida, viver invisivelmente, apenas viver. Sozinha, sem ninguém, apenas viver.
   Caminha pela rua, e naquele momento ja se esquece de tudo o que viveu, a euforia da tal liberdade a corrói, a independencia que ela sente naquele momento, a faz continuar o caminho, como uma manivela, que não a deixa parar.
Juliana Craveiro.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Me faz tão bem.

Me faz tão bem ouvir suas vozes.
Fico anestesiada, somente com a presença de vocês.
Saber que estão perto, saber que são reais, saber que encontrar vocês não é impossivel, ja me deixa feliz.
Ninguém é capaz de intender o amor de um fã... A maioria acha banal, sem nexo, pois é, nexozero.
O amor que vocês construiram em mim, vai se fortalecendo a cada dia, a cada musica que ouço, cada show que vou, cada clipe que assisto, tudo isso me remete a algo bom, algo que realmente me faz bem.
Agradeço simplismente por vocês existirem, simplismente por cusar admiração em mim, simplismente por me abrir um sorriso no rosto, deixar cair uma lágrima de felicidade, por tudo.
Suas músicas se encaixam direitinho na minha vida real, como se a conhecesse.
Dificil por um ponto final nesse texto, lembro das poucas loucuras que fiz, dos gritos que dei, das vozes que perdi, e depois de pensar em tudo isso, me vem a mente um simples,
'' tudo isso valeu a pena''
porque foi por VOCÊS.

'' Me sinto só, mas sei que não estou,
pois levo vocês no pensamento,
meu medo se vai,
recupero a fé
e sinto que algum dia ainda vou te ver''

Juliana Craveiro.

domingo, 5 de junho de 2011

Dificil escrever quando não há inspiração.

Dificil escrever quando não há nada pra se inspirar,
Dificil se expressar, quando você está vaiza por dentro.

Dificil saber por onde começar, sabendo que a sua inspiração, acabou.
Quando éramos crianças, tudo a nossa volta ja era motivo de festa, tudo ja era motivo de alegria. Riamos das quedas, e as quedas não machucavam tanto.Descobriamos coisas novas, era como um tesouro, e não simplismente uma novidade.
 Èramos incansáveis, não sabíamos a hora de parar. Tudo o que desejávamos era tão inoscente como nossa mente.
Não sabíamos nada do mundo, mas queríamos abraçá-lo com todas as forças e alegrias.
Nossas risadas inoscentes contagiavam, mesmo que não houvessem todos os dentes, rs.
Nossas pernas gordinhas e bochechas rosadas eram motivos de encantamento.
Cada dia era uma nova diversão, e nossas ''artes'' não tinham como consequência, nenhuma gravidez precosse.
Os anos começaram a se passar, e a inoscência também. Descobrimos coisas novas, diferentes das do passado.
Tudo foi ficando mais dificil, e o pai não era mais o herói de antes. Descobrimos que um dia se tornaríamos iguais a ele, que também seríamos ´''heróis'' de alguém no futuro.
Descobrimos que nossos pais tem defeitos, e que também temos voz na sociedade.
Agora as coisas que nos fazia rir não tem mais graça, tudo novo é bem mais divertido.
 Descobrimos que podemos agir sozinhos, mas que ao mesmo tempo não teremos alguém pra nos ajudar em tudo.
As roupas largas e de florzinha, não são legais como eram.
Tudo mudou, com o tempo, com os anos. Enfim,
hoje, ter inspiração, é muito mais difícil do que antes, quando heróis e a inoscência existiam pra nós.

Juliana Craveiro